O Desafio

Ocorre con muita freqüência. Uma escola de enfermagem, sua direção ou um grupo de doadores generosos adquirem um simulador de paciente, con a melhor intenção. Depois, a pessoa encarregada do projecto ou o coordenador do laboratório abandona seu posto e nomeia uma pessoa ou um voluntário para ocupar este posto crítico, desconhecendo a aquisição, como ocorreu na Escola Darton do estado da Geórgia. 

O Cliente

O programa de Grau de Associado em Enfermagem da Escola Darton é um programa de cinco semestres planejado para preparar a graduação na função como enfermeiro de primeiro nível de hospitais e instituições comparáveis.

A Experiência

O treinamento com simulação foi uma de tais soluções e embora já em 2004 a escola tivesse adquirido um simulador de paciente SimMan, foi utilizado durante pouco tempo devido à perda do pessoal designado. Esta situação mudou quando Tracy Suber (enfermeira credenciada, licenciada em enfermagem, RN-MSN) assumiu seu cargo. Tracy, coordenadora do Programa Ponte da escola, que oferece assistência a enfermeiros práticos licenciados (LPN) e paramédicos na obtenção de seu grau de associado em 15 meses, se interessou nas possibilidades que oferecia o treinamento com simulação.

Após assistir um curso introdutório de treinamento com SimMan, com sua colega Kristie Smith, em 2007, ambas se propuseram demonstrar ao corpo acadêmico o modo no qual a simulação podia respaldar seus planos de estudo. Embora a princípio contasse com o apoio do corpo docente, o maior obstáculo era o tempo que necessitavam para desenvolver cenários clínicos de destaque. Suber contou que: "Como instrutora de enfermeiros, é difícil encontrar tempo para preparar aulas, assessorar de modo adequado ou simplesmente estar à disposição dos estudantes… pelo que era uma tarefa complicada encontrar tempo para desenvolver cenários."

A Descoberta

Este obstáculo pode ser superado com a apresentação do pacote de cenários da Associação Nacional de Enfermagem (NLN), desenvolvido pela NLN e Laerdal. Como reconheceu Suber: "Já sabia que a NLN tinha ajudado em sua criação e seria extraordinário que pudessemos utilizá-los no plano de estudos de enfermagem.” Ela ficou muito entusiamada “em ver cenários reais onde o processo de enfermagem estava no trabalho.”

A Solução

A simulação do pacote de cenários da Associação Nacional de Enfermagem tinha sido projetada especificamente para instrutores de enfermagem. 10 cenarios cirúrgicos e 10 médicos pré-configurados planejavam desafios aos estudantes de diferentes níveis, com casos que iam desde a obtenção das constantes vitais até o reconhecimento e tratamento de complicações com ameaça à vida. E foram mapeados para a NCLEX de 2007.

A Implementação

Suber utiliza agora o cartaz dobrado em três que vem com o pacote do cenário para orientar estudantes através do cenário. Também está planejando acrescentar uma estação de documentação assim como uma melhor sessão de debate. Ela disse que os cenários aumentaram intensamente o treinamento. Suber afirmou “Estamos planejando teu um grupo clínico completo (6 a 10 estudantes) rotativo através de uma simulação real com 1 ou 2 dos cenários NLN.” Seguindo o cenário, teremos uma sessão de debate (com cenas de vídeo de seus desempenhos) para identificar seus pontos fortes e fracos ao lado do leito. A seguir, iremos direcionar os estudantes para uma estação de documentação onde irão documentar seus cenários completos utilizando o processo de enfermagem (análise, implementação e avaliação).

Os Resultados

"Os cenários da NLN diminuíram minha carga de trabalho como instrutora. Posso utilizar os formulários de pedido dos médicos, reunir as equipes necessárias, etc. e realizar meu trabalho.” Suber planeja ampliar o uso da simulação em toda a escola e melhorar o laboratório na Escola de Enfermagem Darton. Ela deseja capacitar os outros instrutores no uso da simulação. “Temos trabalhado com nossas secretarias da divisão para reunir todo o equipamento apropriado de modo que possamos tornar nosso laboratório de simulação melhor. Estamos trabalhando para reunir caixas adequadas, de modo que eventualmente, qualquer um de nossos instrutores possa entrar no SimLab e executar um cenário.” Otimista sobre a ampliação do uso da simulação e os efeitos positivos que terá no futuro pessoal no tratamento de saúde, Suber conclui afirmando que: "O estado da Geórgia ainda não determinou o número de horas clínicas nem a porcentagem que podemos empregar na simulação, embora seja algo que se está estudando. A pesquisa demonstra que a simulação pode ser muito eficaz e creio que, com o tempo, a diminuição de espaços clínicos designados e o aumento de admissões se converterá em uma parte necessária de nossos planos de estudo."